Matriz Perdida
15 de outubro de 2024
A xilogravura de matriz perdida é um processo artístico desenvolvido e popularizado por Pablo Picasso no final da década de 1950. Nessa técnica, o artista utiliza uma única matriz de madeira ou linóleo, retirando material de partes já impressas para permitir a sobreposição de diferentes cores. A sequência típica de impressão começa com a cor mais clara, como o amarelo, seguida por uma cor intermediária, como o vermelho, e finaliza com a cor mais escura, geralmente o preto.
A cada nova impressão, a matriz sofre cortes adicionais, tornando impossível reimprimir as cores na mesma ordem, resultando na “matriz perdida”. Devido à natureza do processo, é importante que o número de cópias das primeiras cores seja maior que a tiragem final desejada, uma vez que as perdas podem ocorrer por diversos fatores, como sujeira, deslocamento da matriz ou falta de tinta. As cores aplicadas nesse método devem ser opacas, e cada camada precisa secar bem antes da impressão da próxima cor. Essa técnica, além de ser utilizada na xilogravura, pode ser adaptada para outros suportes alternativos, valorizando a singularidade e a efemeridade da obra.




