Goiva é uma série de instrumentos cortantes utilizados para o entalhe em madeira. Com a lâmina curta, é semelhante ao formão, porém em escala menor. Podem ter diferenciados formatos, com a lâmina reta, em meia-cana, com o corte do lado convexo, arredondado ou em formato de “V”.
No Brasil, algumas marcas de goivas acessíveis incluem Tombo e SinoArt, que são conhecidas por oferecer ferramentas a preços mais acessíveis, ideais para estudantes e iniciantes.
Para quem busca goivas de maior qualidade, opções como Pfeil e E. C. Lyons estão disponíveis em lojas especializadas, como o Armazém da Gravura. Essas marcas são reconhecidas pela durabilidade e precisão de suas ferramentas, sendo bastante utilizadas por artistas e profissionais da gravura.

Gravura é uma técnica artística de impressão que consiste em criar imagens ou textos a partir de uma matriz previamente preparada. A matriz pode ser feita de diversos materiais, como madeira, metal, pedra ou linóleo, e nela são esculpidos, entalhados ou desenhados os traços que formarão a imagem final. Após o preparo da matriz, esta é coberta com tinta e pressionada contra um suporte, geralmente papel, transferindo a imagem.
Existem vários tipos de gravura, como a xilogravura (matriz de madeira), a litografia (matriz de pedra), a calcogravura (matriz de metal) e a linogravura (matriz de linóleo). A gravura é valorizada pela possibilidade de criar múltiplas cópias de uma obra, chamadas “tiragens”, mantendo a qualidade e originalidade do trabalho artístico. As cópias resultantes são geralmente numeradas e assinadas pelo artista.
A xilogravura de matriz perdida é um processo artístico desenvolvido e popularizado por Pablo Picasso no final da década de 1950. Nessa técnica, o artista utiliza uma única matriz de madeira ou linóleo, retirando material de partes já impressas para permitir a sobreposição de diferentes cores. A sequência típica de impressão começa com a cor mais clara, como o amarelo, seguida por uma cor intermediária, como o vermelho, e finaliza com a cor mais escura, geralmente o preto.
A cada nova impressão, a matriz sofre cortes adicionais, tornando impossível reimprimir as cores na mesma ordem, resultando na “matriz perdida”. Devido à natureza do processo, é importante que o número de cópias das primeiras cores seja maior que a tiragem final desejada, uma vez que as perdas podem ocorrer por diversos fatores, como sujeira, deslocamento da matriz ou falta de tinta. As cores aplicadas nesse método devem ser opacas, e cada camada precisa secar bem antes da impressão da próxima cor. Essa técnica, além de ser utilizada na xilogravura, pode ser adaptada para outros suportes alternativos, valorizando a singularidade e a efemeridade da obra.
A xilogravura de múltiplas matrizes é uma técnica de impressão que utiliza diferentes blocos para cada cor aplicada na obra final. Como o próprio nome sugere, cada camada de cor é obtida a partir de uma matriz distinta, o que permite ao artista criar impressões ricas e complexas. Por exemplo, se o artista deseja produzir uma impressão com quatro cores, ele deve esculpir quatro blocos diferentes, cada um correspondente a uma cor específica.
Esse processo proporciona uma maior flexibilidade na combinação de cores e detalhes, permitindo que o artista experimente com diferentes tonalidades e sobreposições. A xilogravura de múltiplas matrizes também possibilita a criação de obras mais vibrantes e com um efeito visual mais dinâmico, uma vez que cada bloco pode ser utilizado de forma independente e combinada de várias maneiras.
A Jigsaw Woodcut Technique (técnica de xilogravura quebra-cabeça) é uma variação da xilogravura tradicional, onde a matriz de madeira é entalhada e depois cortada em várias peças, como se fosse um quebra-cabeça. Cada peça é entalhada e pintada com uma cor específica. Uma vez que as peças são cortadas e entintadas separadamente, elas são reunidas novamente no formato original da matriz para a impressão final.
Essa técnica permite que o artista use múltiplas cores em uma única impressão sem a necessidade de usar várias matrizes, como na xilogravura de múltiplas matrizes. Como resultado, o processo é mais eficiente em termos de alinhamento das cores, já que todas as peças se encaixam perfeitamente na matriz original.
A tinta gráfica à base de óleo é um tipo de tinta utilizada principalmente em técnicas de impressão, como xilogravura, litografia e tipografia. Sua composição é feita a partir de pigmentos misturados com óleo, geralmente óleo vegetal ou mineral, o que confere à tinta uma maior viscosidade e durabilidade nas impressões.
Por ser à base de óleo, essa tinta oferece alta resistência, boa aderência ao papel ou outros suportes e uma excelente intensidade de cor. No entanto, devido à sua composição, ela exige o uso de solventes, como terebentina ou aguarrás, para a limpeza das matrizes, rolos e pincéis utilizados no processo.
O óleo de cozinha, especialmente o óleo vegetal, pode ser utilizado como solvente para limpar tintas gráficas à base de óleo, como uma alternativa aos solventes tradicionais. Essa prática tem se tornado popular entre artistas e gravuristas devido às várias vantagens que o óleo de cozinha oferece (menor toxicidade, maior disponibilidade, menos odor e sustentabilidade ambiental).
Esse tipo de tinta é preferido em projetos que demandam durabilidade e alta qualidade visual, mas o tempo de secagem costuma ser mais longo em comparação às tintas à base de água ou acrílicas.
A umburana, também conhecida como umburana-de-cambão, amburana, imburana-de-espinho ou imburana-braba, é uma madeira popular na xilogravura brasileira. Seu nome científico é Commiphora leptophloeos (Mart.) J.B. Gillett, e ela pertence à família Burseraceae. Essa madeira é encontrada nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.
Quando recém-cortada, a umburana possui uma coloração amarelada que, ao longo do tempo, se transforma em um tom mais escuro, próximo ao caramelo. A madeira é relativamente macia, o que facilita a realização de cortes precisos e detalhados em diferentes direções. Por essas razões, a umburana é uma escolha popular tanto para esculturas quanto para a execução de xilogravuras, onde a precisão e a adaptabilidade no manuseio da madeira são fundamentais.
A xilogravura a qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre o papel ou outro suporte adequado. É um processo muito parecido com um carimbo.
É uma técnica em que a imagem desejada é esculpida à mão com uma goiva ou buril na madeira. Em seguida, ela é impregnada com tinta e pressionada contra um suporte (como o papel) para produzir a impressão em alto relevo.
A xilogravura é uma forma de arte gráfica que permite a reprodução de múltiplas cópias de uma mesma imagem, e é utilizada tanto para fins artísticos quanto para ilustrações em livros e outros meios.